segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O "Sim?" e o "Sim!"

Você sempre chega atrasado ou com o pacote estragado. Não sei se você percebe, quase certo que não, mas esses encontros sempre abalam um pouco minhas certezas e as estruturas frágeis que vivo por tentar levantar.

Sou assim, não suporto ficar parada, preciso tentar. Há quem diga que devemos ter certeza para dizer sim, eu penso que preciso de certeza para dizer não. 

Nessa de dizer "sim" incertos, vou carregando um caminhão de "sim" equivocados. E isso é um problema? Não necessariamente! Eu acho apenas cansativo e talvez desgastante. Porém, fico pensando se me adaptei a jogar o "sim" incerto e passei a ter medo do "sim" verdadeiro. 

Pois mesmo você chegando atrasado ou quebradinho, sempre penso na possibilidade de lhe dizer sim, mas o medo e minhas desculpas sempre me fizeram optar pelo não.

Acabo de lançar mais um sim duvidoso, e você, como um cão farejador, reapareceu e balançou tudo, derrubando as pequenas, porém singelas certezas que eu estava trabalhando para levantar.

Agora, estou pensando na possibilidade de derrubar de vez a construção abalada e testar o que venho afastando há tanto tempo: você. Mas tenho medo... e até sei a causa dele.

Tenho convicção de que o sim para você seria verdadeiro e um medo terrível desse sim acabar não dando certo. 

Pois no fim, tenho força para suportar vários "sim" incertos e equivocados, mas não para suportar a dor de um sim verdadeiro dar errado.

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